Alunos do Colégio UNIAENE conquistam as duas primeiras colocações em competição nacional de leitura
Para Vicente, abrir um livro depois do almoço já fazia parte da rotina. Marco, por outro lado, gostava tanto de ler que nem sempre os 30 minutos combinados com a mãe eram suficientes. O interesse pela leitura levou os dois estudantes do 3º ano do Colégio UNIAENE, em Cachoeira - Bahia, a uma conquista nacional: o primeiro e o segundo lugares, em uma competição de leitura que envolveu estudantes da Rede Adventista de Educação de diferentes regiões do Brasil.
A conquista faz parte de uma iniciativa de incentivo à leitura desenvolvida por meio da plataforma digital "Árvore." A ferramenta reúne um acervo de obras que podem ser acessadas por alunos e professores, além de promover desafios para estimular o contato frequente com os livros.
Durante o ano, a plataforma registra as leituras concluídas e acompanha a quantidade de livros lidos individualmente, por turma e também pelos professores. Embora a ferramenta também seja utilizada por outras instituições de ensino, o desafio contou com uma seleção de livros preparada especialmente para a Rede Adventista, permitindo que os participantes competissem dentro de uma mesma proposta de leitura.
Da rotina de leitura ao reconhecimento nacional
O hábito de ler ganhou espaço no dia a dia dos estudantes, dentro e fora da sala de aula. Marco, primeiro colocado, percebeu seu interesse aumentar ao longo dos meses. O estudante conta que começou lendo contos em março e, pouco a pouco, passou a dedicar ainda mais tempo aos livros.
“Às vezes, minha mãe dizia para eu ficar apenas 30 minutos lendo, mas eu queria continuar por mais tempo”, lembrou. Para ele, a premiação foi o momento mais divertido de toda a experiência, além de todo conhecimento adquirido através da intensa rotina de leitura.
Já o Vicente, segundo colocado na competição, conta que a presença dos livros em casa e o incentivo da mãe contribuíram para sua dedicação.
“Não foi difícil, porque, todo dia, quando eu chegava, eu começava a ler. Na verdade, eu almoçava e depois lia. Minha mãe também ficava lendo, e isso fazia parte da nossa rotina”, relatou. Entre suas leituras favoritas estavam os livros de receitas, que despertaram a curiosidade e o levaram a experimentar alguns preparos. A experiência também ampliou seus conhecimentos sobre animais que até então desconhecia.
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Incentivo dentro e fora da escola
A professora Jaqueline, responsável pela turma, acompanhou de perto o envolvimento dos alunos. Segundo ela, o entusiasmo de Vicente e Marco era percebido tanto nas atividades em sala quanto nas propostas realizadas em casa.
“Eles chegavam muito empolgados com as atividades que realizávamos. Era muito interessante perceber o envolvimento deles e como participavam das propostas”, destacou.
Para a educadora, a leitura vai além do reconhecimento das palavras. A compreensão dos textos contribui para ampliar conhecimentos e desenvolver o pensamento crítico. Ela também reforça a importância da participação das famílias na construção desse hábito.
“As famílias precisam acompanhar e incentivar seus filhos. Sabemos que uma pessoa que lê acaba desenvolvendo conhecimentos e habilidades que podem ajudá-la a se destacar. É importante oferecer livros, incentivar a leitura em casa e mostrar, pelo exemplo, o valor desse hábito. Afinal, se o pai lê e a mãe lê, a criança também pode se sentir motivada a seguir esse exemplo. O incentivo começa dentro de casa e pode contribuir para um futuro melhor e cheio de possibilidades.”
A experiência deixou nos estudantes o desejo de continuar descobrindo novas histórias. E, para Marco, o principal aprendizado dessa trajetória cabe em uma frase: “Ler é bom porque ler é aprender.”
